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ASSOCIAÇÃO CIDADANIA & DIGNIDADE

BLOG DA ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE DEFESA E PROMOÇÃO DA CIDADANIA E DIGNIDADE

SÓ É DIGNO DA LIBERDADE, AQUELE QUE LUTA PARA CONQUISTÁ-LA

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL \ 1988


CAPÍTULO V
DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

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§ 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

§ 3º - Compete à lei federal:


José Luiz Barbosa, Presidente da Associação Cidadania e Dignidade

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Matemática básica: cadeias


Há uma verdade: cadeias não rendem votos. Ao revés, reduzem o eleitorado.
Além do elevado custo financeiro que elas representam na construção, existe ainda o custo da sua manutenção e a despesa que será gerada com cada um dos presos recolhidos. E como esse gasto não é visto pelo eleitorado como algo que lhes dê retorno imediato, obviamente os políticos que sejam mais interessados em reeleição do que no bem-estar da sociedade acabam por optar em utilizar o dinheiro público em despesas que sejam mais “visíveis” ao eleitor.
Mas adiante da questão econômica, muitos não percebem que a construção de cadeias tem também intrinsecamente um grande custo político. Isso porque o político que concorda com a instalação ou que promove a construção de cadeias perde o apoio (e aqui se incluem também as “doações” de campanha, sejam formais ou ilícitas) de determinados grupos interessados na ineficiência do Estado na repressão de crimes, acaba reduzindo o eleitorado dentre os próprios eleitores que porventura acabem presos e perde também os votos da população que reside na região em que a cadeia é instalada (eis que ninguém fica contente ao receber a notícia de que passará a ter uma cadeia como vizinha).
Então, não construir cadeias é um excelente negócio para o político “astuto”.
Melhor ainda se resolver o problema da superlotação com "canetadas", simplesmente criando leis para que um grande grupo de criminosos (ainda que possam representar risco para a sociedade) tenha que permanecer em liberdade.
Assim não se perde votos. Pelo contrário, o eleitorado permanece feliz na sua ignorância, sem perceber que a sua própria insegurança tem algumas das causas nessa situação. E para o político em si (como pessoa) é indiferente, pois dificilmente será vítima da violência a que está submetido o cidadão comum.
Então os políticos que percebem essa falha de percepção do eleitorado optam pelas soluções que lhes rendem mais votos, ainda que com isso prejudiquem pessoas comuns de bem e que batalham para viver de modo honesto.

Ayrton Vidolin Marques Júnior
Juiz no Estado de São Paulo

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