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O verdadeiro desafio não é inserir uma idéia nova na mente militar, mas sim expelir a idéia antiga" (Lidell Hart)
Um verdadeiro amigo desabafa-se livremente, aconselha com justiça, ajuda prontamente, aventura-se com ousadia, aceita tudo com paciência, defende com coragem e continua amigo para sempre. William Penn.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Belo Horizonte registra uma média de 3,5 roubos por hora


Secretário diz que ataques preocupam e que combate a eles é prioridade

FOTO: RODRIGO LIMA - 29.4.2013
Violência. Bairro Belvedere, na capital, foi palco de dois assaltos a residências em apenas um dia
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OtempoOnline
 
A cada hora, pelo menos três pessoas são roubadas ou extorquidas violentamente em Belo Horizonte, seja na rua, no comércio ou dentro de casa. Em abril, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), foram 2.524 ocorrências, uma média de 3,5 por hora. Se forem considerados os quatro primeiros meses deste ano, as polícias registraram 75,6 casos por dia - 20% a mais que a média diária de 2012, que foi de 63,1 crimes violentos contra o patrimônio. O problema se repete pelo Estado. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, por exemplo, o crescimento foi de 57,6%. O titular Seds, Rômulo Ferraz, diz que os números são preocupantes e que o combate a eles é prioridade do governo.

Os números refletem a sensação de insegurança da sociedade, principalmente depois da última semana, quando cinco assaltos a residências ganharam destaque em razão da violência das ações. Se for considerado somente o mês de abril, a média diária foi de 84,1 roubos, sete a mais que em março. "Mudamos nossa rotina e passamos a viver como reféns, apreensivos para chegar e sair de casa", desabafou um engenheiro que teve a casa assaltada há dez dias. Depois do crime, o prédio foi equipado com câmeras e vigilância armada.
Na padaria de Antônio Moreira Magalhães, 40, os equipamentos não impediram que o estabelecimento, no bairro Vale do Jatobá, no Barreiro, fosse assaltado por 33 vezes em três anos. "Não aguentei, o jeito foi vender a padaria. Os mesmos bandidos voltavam para assaltar outras vezes. Faltam mais empenho dos policiais e leis que não favoreçam os malandros", disse.

Para o sociólogo Robson Sávio, os dados ainda estão subestimados. "Muitas pessoas, principalmente no centro da cidade, não registram ocorrências. Observamos o aumento de todos os tipos de crime, mas nada se altera no modo de se fazer segurança no Estado. Hoje, temos um sistema policial que atua, principalmente, depois que o crime acontece", destacou. 

O outro lado. O secretário Rômulo Ferraz disse, ontem, que o Estado elegeu como prioridade o combate aos crimes contra o patrimônio, que incluem os roubos e arrombamentos. Segundo ele, a expectativa é de redução, até o fim do semestre, de até 20% nas ocorrências. "Estamos fazendo um esforço grande, não estamos conformados com os números".

O delegado Anderson Alcântara, chefe do 1º Departamento da Polícia Civil de Belo Horizonte, afirma que está sendo feita uma força-tarefa para investigar os crimes, principalmente os ataques a residências. "Em breve, teremos prisões de outras quadrilhas envolvidas em assaltos, o que dará certa tranquilidade (à população)", afirmou. 

A coronel Cláudia Romualdo, comandante do policiamento da capital, ressalta a importância de as pessoas registrarem ocorrências para ajudar a polícia a direcionar suas ações em regiões mais problemáticas. "O crime migra, e estamos sempre reforçando nossas ações em conjunto com a Polícia Civil". (Com Tâmara Teixeira)


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