Acorda, Policial e Bombeiro Militar!


O verdadeiro desafio não é inserir uma idéia nova na mente militar, mas sim expelir a idéia antiga" (Lidell Hart)
Um verdadeiro amigo desabafa-se livremente, aconselha com justiça, ajuda prontamente, aventura-se com ousadia, aceita tudo com paciência, defende com coragem e continua amigo para sempre. William Penn.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Disputa teve 26% do eleitorado sem candidato


A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita ontem recebendo apoio de 38,2% dos 142,8 milhões eleitores brasileiros aptos a votar. Trata-se do menor percentual já registrado em disputas que foram ao segundo turno depois da redemocratização do país. Quando ganhou as eleições de 2010, Dilma havia recebido apoio de 41,1% do eleitorado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 45,8% em 2002 e 46,3% em 2006. Em 1989, Fernando Collor obteve 42,8%.
A reportagem é de Fernando Torres, publicada pelo jornal Valor, 27-10-2014.
O percentual baixo de apoio a Dilma se justifica pela combinação da disputa acirrada com o rival Aécio Neves (PSDB), que atraiu 35,7% do total de votos, e um nível ainda elevado de eleitores que não compareceram às seções, votaram em branco ou anularam seus votos. Ao todo, 26,1% do eleitorado, ou 37,2 milhões de brasileiros não escolheram candidato neste domingo.
Mantendo o comportamento verificado em todos os anos em que houve disputa de segundo turno para presidente, o nível de abstenção cresceu na segunda etapa. O índice de não comparecimento havia sido de 19,4% no dia 5 de outubro e aumentou para 21,1% na eleição de ontem, alcançando um total de 30,1 milhões de brasileiros.
Esse crescimento no segundo turno é justificado pela ausência da disputa local, que às vezes estimula mais o interesse do eleitor, além da proibida, mas sabidamente existente, prática de transporte de eleitores, que ocorre com mais frequência quanto há eleição para o legislativo.
Cabe notar, entretanto, que o índice registrado foi inferior aos 21,5% apurados no segundo turno das eleições de 2010.
Vale realçar, também, que o não comparecimento do eleitor às seções eleitorais não é interpretado pelos especialistas apenas como um sinal de protesto do eleitor, mas também decorrência da desatualização do cadastro dos Tribunais Regionais Eleitorais, que não é "limpo" de eleitores que já morreram ou não estão mais em seus domicílios eleitorais e não transferiram seus títulos. Isso fica bastante evidente quando se nota que há variações relevantes de abstenção entre diferentes Estados da federação.
Em relação aos votos em branco e nulos, também se confirmou o comportamento histórico, com redução dos percentuais na comparação entre o primeiro e o segundo turno. Os votos em branco caíram de 3,8% para 1,7% e os votos nulos diminuíram de 5,8% para 4,6%. De forma consolidada, o total de "votos inválidos" saiu de 9,6% para 6,3% entre o primeiro e o segundo turno da eleição. Em termos absolutos, o nível de votos nulos e em branco caiu de 11 milhões para 7 milhões.
Os especialistas indicam que essa redução ocorre porque, na segunda etapa da eleição, e em especial nessa, a rejeição por um dos candidatos acaba fazendo com que eleitor escolha um lado.
Um dado importante, e que talvez possa ser atribuído ao acirramento dos ânimos durante esta eleição, é que o percentual de "votos inválidos" deste segundo turno ficou abaixo do índice de 6,7% registrado na segunda etapa da disputa em 2010, interrompendo uma sequência de elevação que se verificava desde a eleição presidencial de 1989, quando foi de 5,83%.
Em uma repetição do que ocorreu na última eleição, o Estado do Maranhão registrou o maior índice de abstenções do país, com mais de 27%. Já do outro lado apareceu o Distrito Federal, com um índice de apenas 12,6% de falta de eleitores.
A maior soma de brancos e nulos ocorreu no Rio de Janeiro. Do total de eleitores que foram às urnas naquele Estado, 13,3% votaram em branco ou nulo neste segundo turno. No primeiro turno, o Rio de Janeiro também havia apresentado índice elevado nesse quesito, com 13,9%, atrás apenas do Rio Grande do Norte, que havia registrado 14,0% de brancos e nulos e agora viu o índice recuar para 10,3%. Os menores índice de "votos inválidos" neste segundo turno ocorreram no Acre, com 3,0% e no Mato Grosso do Sul, com 3,2%.
A maior queda na incidência de votos em branco e nulos ocorreu em Alagoas, com o índice recuando de 12,6% para 5,5% entre o primeiro e o segundo turno.
Já no sentido contrário apareceu o Distrito Federal, em que a soma de brancos e nulos alcançou 8%, 2 pontos percentuais acima do registrado no dia 5. Vale notar que a candidata Marina Silva (PSB) obteve 33,7% dos votos válidos em Brasília no primeiro turno - ficando em segundo lugar e apenas 0,2 ponto percentual atrás de Aécio Neves-, enquanto os "nanicos" receberam 4,8%, um dos índices mais altos do país.
No Estado de São Paulo, o maior do país, 6,5 milhões de eleitores, do total de 31,98 milhões aptos a votar, não foram às urnas ontem, com índice de abstenção próximo à média nacional, em 20,5%. No primeiro turno, a ocorrência de faltas havia sido de 19,5%.
Já o percentual de votos em branco e nulo teve redução importante no Estado. Em termos percentuais, recuou de 10,8% no dia 5 de outubro para 6,4% na disputa de ontem. No total, 1,6 milhões de "paulistas" deram 'votos inválidos" ontem, ante 2,7 milhões no primeiro turno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é sua opinião, que neste blog será respeitada

politicacidadaniaedignidade.blogspot.com