Concorrendo à presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi personagem da reportagem assinada pelo jornalista Gabriel Castro e publicada na Veja Online nesta manhã, 17. O texto afirma que a verba do gabinete é usada para pagar o aluguel da sede do PMDB em Alagoas.
Segundo a apuração do repórter, parte do valor mensal de R$ 35 mil que Calheiros tem para custear as atividades ligadas ao exercício do mandato é usada para manter um escritório em Maceió. Este local deveria ser de apoio ao político, mas se transformou na sede estadual do PMDB.
Em conversa com a telefonista do espaço, Castro descobriu que, em Alagoas, o escritório de apoio parlamentar de Renan e a sede do PMDB são uma coisa só e que no próprio site do partido o endereço é apontado como sede do PMDB. "Na prática, o endereço duplo pode permitir, por exemplo, que atividades eleitorais do partido acabem ocorrendo - e, portanto, sendo custeadas - com dinheiro do Senado Federal", explica a matéria da Veja.
No total, mais de R$ 3 mil são investidos neste escritório - contando aluguel e as despesas com água, luz e IPTU. "A manobra de Renan também não pode ser atribuída à eventual escassez de recursos do PMDB: o diretório do partido em Alagoas recebe, anualmente, uma robusta cota do Fundo Partidário, repassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que os partidos paguem justamente despesas de custeio. Em 2011, o comando estadual da sigla recebeu R$ 545 mil, dinheiro que é justamente repassado para arcar com as despesas de aluguel, conta de água, telefone, energia e IPTU", diz a reportagem.
De acordo com o senador Renan Calheiros, o aluguel custeado com a cota diz respeito somente ao andar que corresponde ao seu escritório.
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