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sábado, 4 de abril de 2015

Beltrame: 'Um tiro em Copacabana é uma coisa. Na Favela da Coréia é outra'. OAB critica diferenciamento


Reuters e O Globo Online

RIO - O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta terça-feira, que os traficantes locais estão adotando a estratégia de migrar armas e pessoas para favelas da Zona Sul da cidade para tentar inibir a atuação da polícia. Segundo o secretário, que participou do Seminário de Gestão Pública de Segurança, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ações policiais na Zona Sul, onde moram família de classes média e alta, são mais complicadas do que em comunidades carentes das zonas norte e oeste.
- Um tiro em Copacabana é uma coisa. Um tiro na Coréia (periferia) é outra. À medida que se discute essa questão do enfrentamento, isso beneficia a ação do tráfico de drogas - disse Beltrame no seminário.
Beltrame afirmou ainda que a política da secretaria de Segurança é de inteligência, mas são necessárias operações, como a da semana passada na Favela da Coréia.
- Nossa política é de inteligência, não é de enfrentamento. Mas não posso pegar um braço mecânico e ir à Favela da Coréia para tirar os marginais de lá - acrescentou ele, referindo-se à ação na semana passada nas favelas da Coréia e Taquaral, em Senador Camará, onde 13 pessoas morreram, entre elas uma criança. - O trabalho de inteligência tem planejamento para qualquer tipo de ação, a diferença está na execução. Ele será executado conforme a reação do bandido à presença da polícia. A Polícia Federal prende sem dar um tiro porque prende a elite. O cliente da PF é outro.
OAB critica diferenciamento
Para a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Margarida Pressburger, ao reconhecer que "um tiro em Copacabana é uma coisa, e um tiro na favela da Coréia é outra", Beltrame "assumiu publicamente que, para o governo, o morador de classe média da Zona Sul recebe tratamento diferente e tem direitos de cidadania que o trabalhador que mora na favela não tem, quando é obrigado a ficar no fogo cruzado dos policiais com os traficantes, tem sua casa invadida por uns e por outros e não tem onde se abrigar".
Para Margarida, realmente fica difícil imaginar uma operação policial, nos moldes mostrados pela TV, num condomínio de classe média ou alta.
- Será que a polícia atiraria em quem corresse? Será que as pessoas que hoje criticam a defesa dos direitos humanos - para qualquer cidadão - apoiariam essas operações de guerra? - questionou. - O que a OAB defende é igualdade na aplicação dos direitos de cidadania, para pobres ou ricos, de qualquer parte do Rio. O que a OAB repudia é a política de confronto que mata inocentes.
A presidente da comissão disse ainda que o repúdio da OAB é maior ainda "sabendo dos resultados registrados pelo próprio governo: menos prisões (- 23,6%), menos armas apreendidas (-14,3%) e mais mortos (33,5%)" na comparação dos primeiros seis meses de 2007 e de 2006.

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